InicioEspañoles de CubaPortugal y España podrían funcionar como un Benelux ibérico

Portugal y España podrían funcionar como un Benelux ibérico

Date:

Del autor

La Hispanidad empieza en Cuba

entre otros valores, Cuba encabeza el sentimiento de Hispanidad, porque se lo ha ganado

IV – Trasfondo histórico de la cuestión puertorriqueña

En 1897 el movimiento autonomista en Puerto Rico pudo lograr que España finalmente le concediera a la isla una Constitución propia, la Carta Autonómica

Descolonizar Cuba

los pueblos como el cubano son en esencia sociedades europeas trasplantadas a otro clima, otra latitud y longitud

El Museo Nacional del Prado celebra su 203 aniversario

Foto: Trampantojo creado por el grafitero DiegoAS. Foto ©...

Fernando Zóbel y su mirada sobre el arte de los grandes maestros en el Museo del Prado

Ilustración: Alegoría de la Castidad, 1505 Lorenzo Lotto Óleo...

Portugal e Espanha só teriam a ganhar com uma maior integração dos dois mercados.

E essa integração até poderia estender-se à investigação científica ou a projetos conjuntos em setores como o turismo e outros. Portugal e Espanha podiam mesmo funcionar como “um Benelux da Península Ibérica”, combatendo assim a condição periférica que os prejudica. Estas foram as conclusões mais marcantes que resultaram da conferência final da rubrica Economia Ibérica ao Pequeno-Almoço, que ontem decorreu no CCB, em Lisboa, e reuniu especialistas do mercado ibérico e de vários setores da economia.
A competitividade do mercado português – ou a falta dela, em muitos setores -, uma legislação e políticas públicas de investimento hesitantes ou pouco claras e a carga fiscal em Portugal foram outros dos fatores apontados para melhorar pelos participantes convidados.A ideia de um Benelux económico partiu de Nuno Ribeiro da Silva, membro da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola e presidente da Endesa Portugal, que falava acerca do mercado do gás e eletricidade. “Mas isto pode aplicar-se em diversas coisas”, garantiu durante a sua intervenção.
A conferência reuniu empresários do setor turístico, agrícola, da energia e de wellness (ginásios), além dos representantes das câmaras de comércio e indústria, tanto portuguesa como luso-espanhola, e do diretor do AICEP em Madrid.
Durante a sessão de abertura ,  Carlos Álvares, presidente do Banco Popular e entidade coorganizadora desta iniciativa juntamente com os jornais DN e JN e com a TSF, sublinhou dados que demonstram a importância mútua dos dois mercados. “Espanha é o principal destino das nossas exportações”, absorvendo um quarto do seu volume total, e é o seu principal fornecedor – um terço das importações portuguesas vêm de Espanha. Por sua vez, “Portugal é o quarto maior cliente de Espanha, com uma quota de 7,5%, e o seu 8.º fornecedor”, destacou Carlos Álvares. Tudo razões mais do que suficientes para manter uma aposta forte nas relações bilaterais com Espanha.
Mas há outra aposta que é preciso fazer: divulgar mais e melhor Portugal em Espanha. O muito que ainda há fazer neste campo foi o que salientou o presidente do conselho de administração do Global Media Group (GMG), detentor dos jornais DN e JN e da TSF. Daniel Proença e Carvalho, que em nome do GMG deu as boas-vindas aos participantes, afirmou: “Quanto ao turismo, penso que ainda há muitos espanhóis para descobrir Portugal. Ainda há um trabalho muito importante para promover o nosso país lá fora.”
A encerrar a conferência, esteve o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que fez uma exposição resumida dos resultados dos setores económicos com melhor performance em 2016.
A conferência de ontem, que foi o culminar de uma série de entrevistas que, desde março, debateram o mercado ibérico, as suas vantagens e oportunidades, encerrou a rubrica Economia Ibérica ao Pequeno-Almoço.
 
Texto: Adelaide Cabral
Fotos: Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

Subscribe

- Never miss a story with notifications

- Gain full access to our premium content

- Browse free from up to 5 devices at once

Firmas

Deja un comentario